Meu nome é Guido Viaro , nasci em Curitiba em 1968. Desde cedo senti a necessidade de me expressar , dar minha interpretação do mundo , dizer o que acho que está errado nele e como poderia melhorá-lo. Minha maior dificuldade sempre foi ordenar minhas idéias e encontrar um canal de expressão. Achei que talvez a política fosse um caminho , logo descobri que não era. Viajei bastante pelo mundo , conheci realidades diferentes , fui adquirindo experiência e decidi que meu canal de expressão seriam as artes.

Meu avô , que tem o mesmo nome que eu , e cujas pinturas ilustram essa página , foi um italiano que veio para o Brasil no final da década de 1920 , tornou-se o introdutor da arte moderna no Paraná e fundou a primeira escola de arte para crianças do país em 1937. A arte sempre esteve muito próxima de mim.

Sempre fui um apaixonado por cinema , então , em 1997 resolvi escrever e dirigir um filme de curta-metragem  " Fuirei" , custeado por mim mesmo e onde eu comecei a expor minhas idéias. O filme teve um relativo sucesso , tendo ganho o prêmio de melhor atriz no festival de cinema de Brasília de 1998 na categoria 16 milímetros. Em seguida realizei um segundo curta-metragem  " Maya"   também financiado por mim  , rodado em vídeo , que pessoalmente considero melhor que o primeiro , mas cujo resultado prático foi nenhum.

Paralelamente a esse segundo trabalho escrevi o meu primeiro romance " O quarto do universo" , já de cara notei que conseguia me expressar melhor através do texto que da imagem. Porém , decidi eu mesmo adaptá-lo para o audiovisual , escrevi o roteiro de um longa-metragem homônimo. Através da lei municipal de incentivo a cultura de Curitiba consegui o dinheiro para a realização do projeto. Na verdade o dinheiro era suficiente para a realização de um curta metragem em película. Resolvi rodá-lo em vídeo e manter o formato longa-metragem. A experiência foi muito difícil , desgastante , e honestamente , se pudesse voltar atrás eu não o teria realizado. O resultado prático foi uma grande desilusão e a certeza de que teria de encontrar uma outra maneira para expressar as idéias em que acredito.

A literatura me pareceu a mais lógica. Fui amadurecendo conteúdos , amarrando raciocínios e em 2006 publiquei meu segundo romance " Glória" , e terminei de escrever " A mulher que cai" . Esses dois livros são edições independentes que foram enviadas para mais de seiscentas bibliotecas públicas brasileiras em todos os estados. Em 2007 lancei também o romance "A praça do diabo divino".

Não vejo a literatura como um fim. Sou uma pessoa que acredita em suas idéias e acha importante contá-las ao mundo , mesmo que apenas uma em cada milhão de pessoas esteja disposta a ouvi-las. Escrevo histórias de ficção que estão repletas das coisas em que acredito. Não quero ser um doutrinador e nem ter seguidores , essas idéias não são minhas e já foram ditas por muitas pessoas ao longo dos séculos de diversas maneiras. Quero ajudar , ser um instrumento de mudança que não espera e nem acredita em recompensas.

Coloco à disposição
sete dos meus livros para download gratuito. Também disponho-me a enviar gratuitamente para qualquer biblioteca que tiver interesse e ainda não possuir , uma cópia dos livros "Glória", A mulher que cai", "A praça do diabo divino", " Embaixo das velhas estrelas", "No zoológico de Berlim", "Flores coloridas" e " A floresta simbólica".

Guido Viaro